Dezembro com MALTINES E HOSPITAL DOORS em Maringá. CONHEÇA!


Após uma semana de novidades e lançamentos, é com muito orgulho que o HOSPITAL convida você a conhecer a banda catarinense que em dezembro, divide conosco o palco do TRIBU'S BAR. A banda é o MALTINES. Então pra conhecer melhor e/ou conhecer a galera, vale a pena saber algumas informações da banda.

O MALTINES chegou ao público pela primeira vez há cerca de 4 anos com a gravação de 3 canções que foram disponibilizadas num site de música. Antiga banda desfeita era hora de juntar idéias, bater um papo e levar alguns planos adiante.

Atualmente Jiva Lin (Guitarra e Vocal), Sansara Buriti (Vocal e Teclados), Cisso Fernando (Baixo), Marcill (Bateria) e Rafael Galelli (Guitarra) formam a MALTINES, banda criada em algum lugar da Universidade Federal de Santa Catarina, na primavera de 2005, com a proposta de tocar um som simples e moderno, com base no rock e olhos no pop. Priorizando a composição autoral e o conceito visual, a personalidade da banda mostra-se na criação de um som vibrante e limpo, com pitadas do New British Pop e do rock 80’s.

Após ser apontada pela crítica como revelação do rock catarinense em 2007; ter sido convidada pelo grupo RBS para gravar a música tema da campanha de divulgação da marca KZUKA em SC; ter passado por palcos que vão desde o Teatro Odisséia (RJ) ao Planeta Atlântida (SC); após ter sido convidada para a gravação do “MTV Cachorro Grande em busca da fama” e alcançar destaque nacional ao ser a única banda Catarinense entre as 10 finalistas do GASSOUND, o maior concurso de bandas do pais e televisionado pela REDETV, estar entre as 30 bandas independentes do país mais acessadas na internet, a banda lança o seu primeiro disco oficial. Pra conhecer um pouco destas músicas, é só entrar no myspace dos caras, clicando aqui. Divirta-se! Pois sem dúvida, vale a pena conferir.



Essa daí é o vídeo da canção "Cinema", apresentação do MALTINES no programa RADAR/TVE-SUL.


HOSPITAL DOORS com música inédita no ZOMBILLY TRACKS #02


Na segunda versão do projeto Zombilly Tracks, do Andy Iore tem uma seleção bem legal de bandas maringaenses, uma delas é Hospital Doors que gravou na Rádio da UEM. A música escolhida é inédita, chama-se "COMING BACK HOME" e vai estar no próximo EP da banda, que deve aparecer no começo do ano, então é isso daí, é só aguardar, tem muita novidade e músicas do Hospital Doors pintando no ar...

Pra ouvir é só clicar aqui. Aproveite... Daqui algumas semanas pinta mais novidades...

*Mais uma foto do Hospital Doors gravando na Zombilly (Michel Gomes e Damien Campos).

Abraço...

Novo Single - Susan.


Para fechar a semana especial Hospital Doors, vamos lançar hoje uma musica inédita. Esse single é pra fechar esse ano, que foi tão bom pra gente apesar dos contratempos, como vocês puderam acompanhar no Rock – História. Pois bem, para acompanhar o novo single “Susan”, eu vou postar aqui, como essa musica foi feita, qual foi o processo de criação dela. Eu vi essa idéia no blog dos nossos amigos do Profº Astromar, e achei pertinente para o lançamento.




...





“Susan” foi criada a partir de um riff de guitarra. Eu estava no meu quarto, como a maioria das vezes, tocando guitarra e queria compor uma musica “ambientada”, era uma nova fase para o Hospital Doors, estávamos experimentando novos sons. Nessa época o Ronnie ainda estava na banda. Eu criei o riff inicial, aquele sem distorção e depois parti para o refrão, eu lembro que eu queria um refrão que lembrasse algo mais eletrônico e tal, então fiz a base e o riff do refrão, que ficou na linha de Prodigy. E levei pro pessoal ver. Comentei com o Marlon que achava legal fazer uma batera “meio Moby”. Ele ouviu e colocou a batera já de cara, na estrofe mais sossegada e no refrão aquela barulheira toda. Depois veio o Nenê com o baixo e por ultimo o Gustavo, que tocou os riffs que eu havia feito e criou mais um pro final da musica. O Ronnie pegou uma letra que eu havia feito e começou a cantar em cima, mas daí, um pouco depois ele saiu da banda (quem acompanhou o Rock – História sabe como foi), e a musica ficou meio de lado. Quando o Damien entrou, o Marlon mostrou uma letra pra gente, e disse que achava legal colocar ela na musica que estava de lado. O Damien pegou a letra e foi encaixando, daí no mesmo dia a gente mudou o final dela, que é o que esta hoje.






Então, como foi anunciado, ontem saiu nosso novo Single “Susan”. E você pode ouvir no nosso myspace e baixar no nosso trama.




Esperamos que gostem!








Michel Gomes.

HOSPITAL DOORS - ROCK HISTÓRIA - Especial...

HOSPITAL DOORS - ROCK HISTÓRIA - Especial...

Na última parte do Rock História você vai poder conhecer um pouquinho do que várias pessoas que acompanharam, ou ainda fazem parte desta história, disseram quando conversamos sobre o assunto, confere ai...

-MICHEL GOMES-

Por que você começou a tocar?

Eu comecei a tocar guitarra por influencia de um amigo meu. Ele gostava de Heavy Metal e ele me mostrou o disco “Rebirth” do Angra. Nunca tinha ouvido Heavy Metal, na verdade eu mal conhecia rock naquela época, eu devia ter uns 14 ou 15 anos. Eu lembro que eu fiquei ouvindo aquele disco um mês, sem parar, eu sei cantar todas as musicas até hoje uHAUahuahaUhauah. Foi ai que eu resolvi tocar guitarra.

O que te influenciou musicalmente?

No começo, falando de guitarra, eu tive dois guitarristas base, eram o Kiko Loureiro (Angra) e o Slash (Guns). Basicamente eu ficava tentando tirar os solos e musicas dessas duas bandas, depois eu conheci Joe Satriane e Steve Vai, eu lembro que todo mês eu comprava a “Cover Guitarra e a Guitar Player” pra ler, e todo tempo que eu tinha eu tocava guitarra, era vicio mesmo. Já cheguei a ficar umas seis horas tocando... huAaHuahuaH, e ainda não aprendi uHAuhAuAHua.

Qual foi a primeira coisa que você tocou direito?
A primeira coisa que eu toquei direito foi o solo de “Knock On Heaven's Doors” do Guns.

Quais foram as músicas ou discos que mais tem influenciaram?

Olha, o “Rebirth” do Angra mudou a minha vida cara, depois dele eu conheci rock, eu sei que não é um clássico e tal, mas foi o meu marco zero. Daí eu fui ouvir AC/DC, Led Zeppelin, Metallica e cada vez mais outras bandas. Mas de influência musical, de querer fazer musica igual e tudo mais, foram o “The Extremist” do Joe Satriane e o “Passion and Warfire” do Steve Vai. Depois eu conheci outro “tipo de rock”, que é o que eu toco hoje em dia, mas mesmo assim essas influências inicias ainda permeiam minha musica, mesmo que inconscientemente.

Conte um pouco da sua história e memórias com do Hospital Doors e demais projetos. Sobre esses projetos quais eram os pontos positivos? E os negativos?

Eu não vou apontar pontos negativos de nenhum projeto anterior ao Iris porque a gente não sabia tocar, então não conta. Mas depois disso, eu acho que o Além Da Teoria serviu de base pra gente ter uma banda de verdade, mas o projeto era ruim, as idéias e musicas também, sem foco. O antibióticos era uma grande brincadeira, eu gostava. O Iris foi o ponto inicial da nossa vontade de compor como banda, eu lembro dessa época com muito carinho, pena que a vida prega certas peças nem um pouco engraçadas na gente... E o Hospital Doors hoje é a minha vida, eu adoro ter idéias novas e compor com a galera, são todos meus irmãos.

Memórias: A minha trajétoria musical se funde com a do Damien, apesar da gente fazer musica de um jeito totalmente diferente. As primeiras coisas que a gente tocou, as bandas eram as mesmas e tal. Depois veio o Ronnie, O Dave (Caio) e o Marlon, exatamente nessa ordem. Todas as bandas que tive, com exceção do Zero Bhala em que eu fui convidado pra tocar pelo Saulo, tinha alguem desse meio. A musica nos uniu, disso eu tenho certeza, se não fosse a musica, provavelmente não seriamos amigos. Uma coisa que não pode faltar nas minhas memórias é: Enter Sandman uAHuahaUAHua a gente tocava demais essa musica porra! UHAuaHuahauaH

O que você ouve hoje? Se mudou, por que?

Hoje eu ouço de tudo no rock, quando comecei eu era muito cabeça fechada, se não fosse metal ou hard rock eu não ouvia. Hoje eu conheco muita coisa legal, que tenho até vergonha de dizer que não conhecia ou não ouvia antes. David Bowie, Beach Boys, Radiohead, Strokes, White Stripes e por ai vai. Poxa não sei como sobrevivi tanto tempo sem isso. Sem falar nas bandas independentes que hoje garimpo e escuto com tanto carinho. Eu mudei mais por necessidade de algo novo e interessante. Musica em movimento, é isso que acredito hoje, não viver só de passado e nem cultuar só o presente, saber mesclar essas duas coisas.

Você tem algum projeto musical hoje em dia?

Só o Hospital Doors mesmo, ele toma bastante tempo. Tenho algumas idéias na minha cabeça, mas que vão demorar um pouco pra serem colocadas em prática.

-ÉDERSON GUSMÃO-

Cara, eu comecei a tocar violão com 12 anos de idade por necessidade de aprender alguma coisa pra passar o tempo, já que naquele tempo eu só estudava e não era, e continuo não sendo muito bom no futebol, e outras atividades. Um tempo depois comecei a tocar contra-baixo, para tocar na banda que seria o perfectdream.

Depois que eu comecei a tocar violão e contra-baixo, para praticar primeiramente os ouvidos, eu escutava muita musica, que a partir disso, comecei a conhecer a influencias que me acompanham até hoje; punk rock, hardcore, daqui uns anos viria o metal, hoje em dia jazz, e por ai vai...


O Perfectdream foi a primeira banda que eu tive, desde 2003 até o fim de 2007, a banda teve inúmeros nomes, o ultimo foi perfectdream, que, mesmo não sendo o meu preferido, foi o que marcou a melhor fase da banda, foi quando rolou os melhores shows, e gravamos duas musicas
Aquela época foi muito divertida, porque como tudo mundo da banda era menor de idade, meu pai tinha que nos levar com a kombi dele para os shows, por causa da bateria, amplificadores, era muito legal, sempre havia aquela descontração na ida e os vexames causados pelo consumo excessivo de álcool era motivo de piada na volta.

Nessas “metamorfoses” do perfectdream, que eu comecei a ouvir e a gostar de metal, e foi nessa época que conheci Marlon Fiori que estava afim de montar uma banda de metal, o Deathless, que daqui uns anos se tornaria a Divine Sins, projeto de Damien, que também conheci nessa banda, assim como o Ronnie , Michel e Gustavo, que acompanhava os ensaios.


Depois que o perfectdream acabou, fiquei sem banda, mas não parei de tocar, foi ai que o Marlon me chamou para tocar no Hospital Doors.
Hoje me dia não tenho nenhum projeto musical paralelo ao Hospital, até mesmo porque o trabalho e meu curso não possibilitam, mas já andei conversando com Marlon e o Michel sobre um projeto de jazz durante as férias do Hospital Doors, tomara que dê certo.

-DAMIEN CAMPOS-

Por que você começou a tocar?

Necessidade da alma de se expressar, buscar a compreensão do mundo e ser compreendido pelo mesmo enquanto individuo. Espero um dia atingir meu intento (risos)

O que te influenciou musicalmente?

Boa música, sempre me influencia, seja qual for o estilo, seja qual for o instrumento, aprecio musicas bem construídas, e que realmente cumprem seu papel, de alimentar o intelecto e o espirito humano, expressando em arte os sentimentos diversos que acompanham nossa jornada, obviamente, tenho como tendencia gostar de musicas melancólicas e até mesmo sombrias, que me levem a reflexão e que instiguem minha imaginação.

Qual foi a primeira coisa que você tocou direito?

Penso que assim que comecei a tocar, uma de minhas influências era a arte de Kurt Cobain, adorei o rif de guitarra de “Smells like teen spirit”, porém devido a pegada do rif, não foi a primeira coisa que toquei direito, sendo esta, outra musica do nirvana, "Come as you are"

Quais foram as músicas ou discos que mais te influenciaram?

Bom, tenho certeza de que meu gosto musical nunca mudou e nem irá, ele somente se aprimora e se expande, acompanhando a experiencia de vida, pra falar a verdade, acho que a primeira musica que me apaixonou foi quando eu nem de musica sabia, foi “Fake plastic trees” do Radiohead, na época em que foi usada num comercial de uma campanha da síndrome de down no Brasil. Foi a primeira vez que uma musica me fez uma criança de 10 anos parar e tentar compreender o que as notas musicais e o idioma estranho até então significavam, tempos depois, comecei a ouvir o rock pesado que minha mãe ouvia. Bandas como Guns n' Roses, Skid Row, Metallica.

Depois me familiarizei ao rock marginal, na época em que andava de skate, rock com hip-hop, grunge, punk rock e hardcore, estes estilos são perfeitos pra animar uma sessão de street cheia de adrenalina. Foi nesta época também que comecei a me interessar por musica, sendo assim busquei minha própria identidade e descobri a cultura gótica, tudo que se refere a esta cultura me fascina e assim comecei a ouvir a trilha sonora dos filmes e livros (sentido figurado) que eu consumia, dos desenhos que eu fazia, enfim, donzelas, castelos, vampiros, heróicos cavaleiros, bruxos e bruxas, religião e etc.
Pra falar a verdade está fase (um pouco enfraquecida) me acompanha até hoje... Sendo que atualmente, não me prendo a estilos e rótulos, ouço de tudo que me identifique com as características as quais já me referi...

Conte um pouco da sua história e memórias com o Hospital Doors e demais projetos.

Nossa história juntos começou na feira do meio ambiente, onde compusemos (eu e Michel) uma letra muito interessante falando sobre a poluição da natureza, como nesta época já ouviamos rock pesado a letra foi acida e marcante, tinhamos um grupo, não sabíamos tocar, e ainda faltava baterista, no dia anterior a apresentação, fomos apresentados a Marlon Fiori, um jovem estudante que também iniciava-se na bateria, o convidamos a tocar e marcamos o ensaio, tivemos somente um dia pro ensaio, e nos apresentamos, obviamente a musica não foi bem executada, (bem pelo menos por mim). Mas veio a vontade de continuar e vermos até onde chegávamos, e continuamos querendo ver até hoje...

Essa vontade originou a banda de heavy metal Deathless que posteriormente se chamou Hate Inside, está época foi muito legal pois tocávamos como loucos em um porão, e os integrantes eram muito unidos, posteriormente já visando uma carreira profissional na musica montamos uma banda cover pra animar festas e afins chamada Iris, tirávamos musiquinhas de moda rock, mas não fomos muito além, pois sempre acreditamos em nossas próprias musicas, por falar em além, foi com está idéia que Surgiu o Além da Teoria, banda de rock alternativo com letras em português, com criticas a sociedade e seu modelo de vida, e com letras reflexivas, por motivos pessoais e ideológicos eu fechei a banda, pois nesta época os demais integrantes estavam envolvidos por demais em seus outros projetos e não dedicavam mais o tempo necessário ao Além, e hoje vemos que isso foi bom pra todos nós.

Ficamos um tempo afastados musicalmente, nesta época fiz alguns free-lances com shows de violão e voz, onde tocava covers de artistas da MPB e pop rock, não fui a fundo pois faltava disposição pra ficar correndo atrás de lugar pra tocar, e nesta área é sempre necessário um "padrinho", o qual eu nunca tive, depois de um certo tempo, bateram à minha porta, Marlon e Michel me convidando pra ocupar o lugar do antigo vocalista do H.D, a princípio relutei muito por motivos pessoais, mas enfim acabaram me convencendo de que era o certo a se fazer... Esta banda realmente chama atenção pela sua originalidade e as composições são bem construídas, fico contente em fazer parte de uma ótima banda, que poderá adquirir muito reconhecimento em qualquer lugar do mundo.


O que você ouve hoje?

Estou sempre aberto a novos artistas, não nego que há muita coisa boa no “Mainstream”, porém sei que existe muito mais no “underground”, seja qual for o estilo, a cada dia conheço artistas que me fascinam e ouço-os 24h até digerir todo o sentimento que sua musica exprime, meio que como um vampiro (risos), estas novas descobertas me renovam, e me inspiram, mas nego que este processo possa ser encontrado em minha arte, não costumo usar referencias na composição, por mais arrogante que isso possa parecer, eu pelo menos, não reconheço as coisas que ouço no que faço... ou pelo menos não explicitamente... Não vou citar nomes aqui, pois em um só dia ouço dezenas de artistas, ainda mais agora com myspace (risos), mas há alguns que estão em todos os dias...

Você tem algum projeto musical hoje em dia?

Sim, tenho muitos projetos musicais em mente, mas o que realmente já existe em físico e plasmado na internet é o meu projeto solo, chama-se Divine Sins, Eu criei a Divine um pouco depois de acabarmos com o Hate Inside, o primeiro EP com seis musicas lancei no dia de meu aniversário com duas musicas e a versão completa com seis musicas no dia das bruxas de 2008. É claro que de um ano pra cá muita coisa mudou, inclusive na maneira de compor as musicas da Divine, hoje em dia já penso em uma coisa mais moderna, com flertes com musica eletrônica e acústica, mas o EP “crying for the sins of god”, é um grande orgulho pra mim, por ser até hoje o primeiro projeto no estilo da nossa cidade e região, não que isso seja bom, pelo contrário, é horrível ter só um projeto no estilo (risos), mas pelo fato de que é necessário ainda mais coragem pra levar a frente e divulgar algo que não tem tanta aceitação. Deixando bem claro que outros integrantes passaram e participaram da banda desde sua criação. Além deste projeto, futuramente penso em seguir uma carreira solo com musicas mais intimistas.

-Raíra Porto-

Conheci o Damien no segundo ano do segundo grau, ele havia reprovado e entrado na minha classe. Tornamos-nos amigos bem rápido, e logo percebemos que o gosto pela musica era mutuo e isso facilitou nosso amizade. Através do Damien conheci o Ronnie, já havíamos trocados algumas palavras antes, mas nada que causasse um impacto e virasse uma amizade, mas depois de um tempo de convivência acabei ganhando mais um amigo, um ótimo e fiel amigo, assim como o Damien.

Em julho aconteceu o FERA, o Damien e o Ronnie se inscreveram pra participar do festival com a sua banda, a Íris, acabei entrando pro festival também. E lá acabei conhecendo o Michel, que era melhor amigo do Douglas e do Ronnie, mas nunca tínhamos conversado antes. O FERA foi um acontecimento incrível nessa trajetória de amizade e musicalidade, pois na época o Íris era o Michel, o Marlon, o Ronnie e o Damien, o FERA ajudou eles a tomarem um certo rumo na musica e perceberem que talvez esse “negocio de musica” pudesse dar certo. ( Um adendo fenomenal, no FERA os meninos ficaram conhecidos como “ o Metalicca”).


Quando FERA acabou, um tempo depois a banda Íris também teve seu com a saída do Michel, e seu afastamento do mundo da musica. Eu e o Michel começamos a namorar três semanas depois do fim do FERA.


Mais ou menos um ano afastado da música o Michel foi convidado pra entrar, na hoje extinta, Zero Bala, mas ficando pouquíssimo tempo na banda. Alguns meses depois o Michel, o Dave, o Marlon e Grunga montaram uma banda cover, que até mesmo a Vivi arriscou algumas participações no baixo. A banda “sem nome”, pelo que eu me lembre não passou de três ou quatro covers tirados.


Um tempo depois o Michel começou um projeto o Além da Teoria, e chamou o Damien pra cantar algumas musicas com ele e fazer uma gravação em casa. Eles chamaram o Marlon pra entrar na banda também, e depois de um tempo o Daniel. A banda fazia um som em pop rock em português, e acabou após uma curta trajetória de shows.

O Além da Teoria havia acabado, mas o Antibióticos havia nascido, com o Gus nos vocais e guitarra, o Michel na guitarra, o Marlon na batera, o Borga nos teclados e o Gogó numa tentativa de tocar o baixo. O Antibióticos não teve uma carreira muita longa, e acabou pouco tempo depois. Mas ai que tal história lá de trás do FERA do “negócio de musica”, começa a fazer a sentido, com surgimento do Hospital Doors.


O Hospital Doors, surgiu em minha opinião numa época que o rock de Maringá precisava de uma virada, precisava de bandas que fizessem um som atual, e estivessem dispostas a encarar os contratempos que poderiam aparecer, o Hospital se encaixava perfeitamente nisso, pois a proposta da banda era fazer um “indie rock dançante”, com influencias, inicialmente de Editors, e depois Franz Ferdinand, Joy Division, e uma pitada na dose certa de anos 80. A formação inicial do Hospital era o Ronnie nos vocais e no baixo, o Michel e o Gus nas guitarras e o Marlon na bateria. Depois de um tempo o Nenê foi convidado a participar de show pra banda, e acabou, muito felizmente, permanecendo na banda. Considero a entrada a do Nenê um marco na trajetória do Hospital, pois foi quando as musicas tomaram mais forma, e a banda começou assumir e encontrar sua identidade.


Depois da saída do Ronnie da banda, a banda fez alguns testes com outros vocalistas, mas nada rolou. Então os meninos resolveram convidar o Damien para entrar para banda, mostrando um ciclo vicioso de sempre acabar, mesmo que sem querer, se atendo aos mesmos músicos, detalhe que eu sempre achei maravilhoso, porque quase sempre que alguém da roda montava uma banda pelo menos dois dos integrantes acima citados faziam parte dessa banda.

Depois da entrada do Damien, eu senti que o Hospital se sentia mais seguro no palco, e suas performances estavam cada dia mais maduras, e com a identidade da banda, cada vez mais a flor da pele.


Hoje o Hospital segue em rumo aos seus dois anos de banda, fazendo shows, e começando a atravessar as fronteiras do estado do Paraná, dando inicio a quebra de um dogma de muitas de Maringá, que é não conseguir sair daqui da cidade, e começando a mostrar muitos que Hospital Doors pode e já e está, balançar a cena do rock do em Maringá e fazendo muita gente engolir sapo, e erguer os braços e aplaudir de pé o som desses meninos, por mim tão queridos.

A minha participação nessa caminhada toda até o Hospital Doors, nunca foi uma coisa muito marcante nas outras bandas que foram surgindo até chegarmos ao Hospital Doors, mas mesmo assim tenho muito a agradecer ao dia em que o Damien cruzou a meu caminho, e me agraciou com a sua amizade, e ainda me apresentou a pessoa que eu pretendo estar e ter ao lado até meus últimos de vida, o Michel, e ter me proporcionado a chance de conhecer uma pessoa muito especial e um amigo muito leal o Ronnie.
“ Hospital Doors rock my world”, e realmente balançou, quando menos percebi já estava tão envolvida com a banda e nesse mundo de musica independente, fazendo correrias, levando tropeços, vestindo a camisa do Hospital Doors, chorando e rindo ao lado dessas figurinhas que hoje já ocupam quase todo o espaço do meu coração, e do meu tempo livre. Tempo esse, seja pra se divertir, seja pra ralar pela banda.

O Hospital Doors, é algo tão vivo e tão presente, que sinto como se a banda tivesse criado vida e personalidade próprios, como se o Hospital Doors, não fosse apenas a banda que ensaia na edícula do Marlon, mas sim um grande amigo, que nos proporcionou outros tantos e verdadeiros amigos, e que nos fez ver que com pouco dinheiro e muuuuuito trabalho e dedicação, dá sim pra ser feliz em todos os aspectos, um amigo leal e que podemos ter certeza que sempre nos espantará com uma nova surpresa
“Hospital Doors, rock my world” Raíra Porto, Namorada, amiga e fã incondicional.

-GUSTAVO BARO-


O motivo de eu ter começado a tocar surgiu da ideia de ter uma banda de metal, essa ideia surgiu com quem hoje é o baterista do hospital doors. uma forte influencia de inicio foi ouvir metallica partindo para o megadeth e motorhead.

A primeira coisa que eu toquei direito? Bom ainda não toquei nada direito, brincadeira ( foi a tout le monde, do megadeth) claro junto com meu amigão Caio, mais conhecido como "Davão"

Quais foram as músicas ou discos que mais te influenciaram?

Antigamente foram os citados acima, mas atualmente unanimamente foi an end has a starr do Editors, Turn on the Bright Lights do Interpol, alem que ouvi muito The cure, Joy division e agora pirando no Glasvegas.

O Santa Furia pra mim foi uma das coisas mais legais que ja teve, dai que surgiu a vontade de tocar, mesmo o som sendo muito ruim as musicas violentamente do mal, o impenho para a banda era muito grande, carregava um amlificador de voz nas costas por alguns quilometros debaixo de sol, e dai tambem surgiu a lenda da musica " o ex-vocalista do furia" cara adoro aquele som podre e não tocado.

Depois surgiu o Arcano que tinha tudo para ser uma banda legal, menos um baterista, o baterista comprou uma batera nova começou a aprender tocar e abandonou todos, mas os membros do Arcano são os caras que gosto muito deles até hoje e que fazem parte de minha vida.
Depois disso surgiu o Antibioticos uma banda cujo a intenção era nenhuma, onde todos queriam dizer nada, e totalmente alcolatra e inconsequente, mais uma vez eu tentando cantar, como na primeira vez com o Santa Furia depois com o Antibioticos, mas do antibioticos surgiu o Hospital Doors, que é pra mim um projeto de vida, como eu sei que para meus amigos da banda também é.

O que você ouve hoje?

Cara o que escuto hoje mudou mas não mudou, não deixo de ouvir metal e nunca vou deixar, mas escuto com menos frequencia, agora piro em glasvegas, interpol, editors, the cure, teenage fanclub, travis, joy division, algumas bandas independentes como soundscape, the name , nevilton, tyne cables ink, e etc... cara tem muita coisa mesmo e coisas que nem lembro o nome.

Hoje em dia tenho um projeto musical... o Hospital Doors...

-WELLINGTON "GOGÓ"-

Conte um pouco da sua história e memórias com o Antibióticos. Sobre esse projeto quais eram os pontos positivos? E os negativos?

Minha história com o Antibióticos começou com o meu contato com o Marlon, pois estudamos juntos e tínhamos gostos musicais parecidos. Um dia ele disse que estava montando uma banda com uma temática completamente diferente do que existia na cidade: letras sarcásticas, musicalidade simples e muita presença de palco. Disse-me que precisava de um baixista e eu me ofereci, avisando que sabia tocar muito pouco e, ainda por cima, estava bem enferrujada. A resposta dele foi algo como “ótimo, era o que nós precisávamos” e lá fui em um domingo para o primeiro ensaio em sua casa, pegando ônibus com o baixo em uma bag de violão que não conseguia cobrir todo o baixo, para ver o nível da tosquice. No ensaio conheci o Michel, o Borga e o Gustavo, que perceberam de cara que eu não tocava nada. Aparentemente isso não foi um impedimento, pois ainda continuei na banda, pois o Michel me passava as linhas do baixo nas músicas.

A experiência foi bem curta, creio que não passei de 4 meses com a banda, mais deu ainda para gravarmos 2 musicas, onde o cara do estúdio nos elogiou dizendo “que já ouviu coisas piores, mas era bem ruim mesmo”. Detalhe: eu não toquei nas faixas, pois estava errando em todos os takes. Digno! Depois de quatro meses, algumas musicas compostas e muita risada a banda acabou dando “um tempo”, mas não lembro bem o motivo. Lembro que na época o Marlon e eu estávamos afogando com provas na faculdade, acho que foi esse o motivo. Bom, sei la, pouco importa. Foi muito legal a experiência e só guardo lembranças positivas e muito engraçadas, como o vizinho do Marlon reclamando do som alto ou das piadas durante os ensaios, além das musicas, que eram por si só um show a parte. Único ponto negativo mesmo é que eu não sabia tocar!

O que você ouve hoje? Se mudou, por que?

Não me ligo muito a rótulos e estilos, pode-se dizer que sou eclético por falta de uma definição melhor, pois as musicas que escuto, apesar de ser diversas e de vários estilos, não são do tipo que uma pessoa eclética escutaria. Gosto muito de Death e Balck Metal, Ska, Oi!, MPB, Rock Alternativo e por ai vai.

Você tem algum projeto musical hoje em dia?

Se soubesse tocar, ate teria, mas infelizmente como não sei, não tenho.

...

Esse é um pedacinho de alguns dos papos que rolaram quando começamos a fazer o Rock História. Na verdade, não consegui conversar com todo mundo, e algumas pessoas, faltou apenas o texto, porém, agredeço muito por elas terem no seu cotidiano, ajudado a construir essa história feliz...



Por fim, ontem (14/11/2009) rolou Hospital Doors no Zombilly no Rádio (UEM FM 106,9). Se você perdeu, daqui uns dias deve sair o progrma no blog da Zombilly para você escutar, além, de ter uma matéria legal que o Andy fez da semana da banda, você pode conferir isso aqui. Um grande agradecimento ao Andy, pelo enorme força que nos tem dado, além dele, muito obrigado a todos que compareceram na Primeira Sessões de Sexta do Hospital Doors.

PS: Na próxima sexta-feira (dia 17), vai ter o novo Zombilly Tracks com um monte de banda legal da cidade, mais o Hospital Doors, mais depois faço um post certinho sobre isso aqui...


*FOTO: Andy Iore, Hospital Doors gravando lá na Rádio da UEM

*FOTO: Andy Iore, Hospital Doors entrevista na Zombilly no lá na Rádio da UEM FM (106,9)

TEXTO: MARLON FIORI











HOSPITAL DOORS - ROCK HISTÓRIA - PARTE 05 -

- ROCK HISTÓRIA - PARTE 05 - Até porque, muita coisa ainda vai estar por ser escrita...

No fim do Verão

Passado os traumas, com o Além da Teoria desfeito, um bolo tomado, nós tínhamos aprendido uma lição. Aliás, várias. Me lembro que jurei nunca mais locar um ônibus para nada. Além do mais, a premiação sobre aquela porcaria toda da Yield nunca chegou a ser divulgada, nem quisemos ir atrás.

Foi assim que, entre vários shows do Hospital Doors, gravamos o primeiro EP da banda, intitulado “Song’s Abouth Nothing”. Hoje, entendemos que mesmo que tenha sido um trabalho legal, o primeiro EP estava meio longe de expressar totalmente as músicas que nós planejamos, o rock que o Hospital Doors realmente pretendia alcançar. Como vemos aquele foi:

“Primeiro trabalho da banda, que ainda contava com Ronnie Petterson nos vocais. Foi um EP de auto-conhecimento, experimentações e que contribuiu para formação da nossa personalidade. Com quatro musicas, sendo elas: “Decadance”, “I Dont Know”, “MakeUp” e “Steady Feet”.”

O “Song’s About Nothing” nunca chegou a ser lançado em disco físico, nós o disponibilizamos apenas na Internet, onde você pode baixá-lo até hoje no nosso TRAMAVIRTUAL. Tempos depois, saiu a premiação dos “Melhores do Ano” de 2008, realizado pela Sonic Flower Club, do Flávio Silva. Foi por esta época, que ganhamos como Banda Revelação de Maringá, com uma votação expressiva e animadora, 55,7% dos votos, além de, um inesperado segundo lugar na categoria “Melhor Apresentação no Programa Garagem”.

*Cartaz (Sonic Flower Club - Melhores de 2008)

Contudo as coisas não iriam tão bem como aparentavam.

De certa forma, e isso é uma coisa estranha, com o tempo a formação do Hospital Doors balançou. Entre outras coisas, o Ronnie, que sempre foi um forte compositor, não se entendia mais com as linhas de vocais propostas pela banda, numa época que a sonoridade estava se enquadrando na proposta que realmente queríamos, tínhamos composto um marco na linha sonora do Hospital Doors. Esse marco era canção “STATIC SMOKE”, que depois intitularia o segundo EP da banda. Foi de forma razoavelmente tranqüila, se bem que, acredito ser difícil nesta situação catalogar este sentimento, que o Ronnie saiu da banda.

*Ronnie Petterson, um dos idealizadores do EP "Song's About Nothing", primeiro do Hospital Doors.

Do meu ponto de vista, e acredito que seja um consenso dos membros antes da entrada do Damien Campos nos vocais, todos sabíamos que tínhamos perdido um grande compositor, porém, numa época de novos rumos. Claro, o Ronnie continua marcado como um dos fundadores do Hospital Doors, um dos seus idealizadores, um dos nossos grandes amigos, e a quem de certa forma, gostaríamos de deixar claro isso. Até porque, essa é a nossa história.

*Essa é do primeiro show (Ronnie Petterson).

É preciso cantar!

Por mais difícil que seja arrumar músicos de qualquer espécie para uma banda, uma coisa que não tenho dúvida é de que, o mais difícil de todos é o fato de cantar. Isso está implícito na idéia de que, se você não toca bem bateria, guitarra, baixo ou seja qualquer que for seu instrumento, é uma questão de esforço, prática, e não que cantar também não seja, contudo, é necessário ter, antes de tudo, um “talento”, um “dom”, meio que inerente, uma voz legal. Foi ai que o Hospital precisava de um vocalista novo.

A primeira idéia foi a de tentar fazer um teste com todos os membros da banda, pois, afinal, se alguém se enquadrasse neste contexto, nós já estávamos afinados, e nos pouparia um trabalhão. Isso foi um desastre. O único que de certa forma sabia mesmo cantarolar alguma coisa era o Nenê, ainda que, neste ponto, se fosse a ver o caso, perderíamos muito do seu mais que talentoso virtuosismo e liberdade para o baixo. No fim tivemos mesmo é que correr atrás de outra pessoa.

Umas das opções foi o Márcio Szpaki, que na época tinha montado o “Tiny Cables Ink” e ainda tocava guitarra no “Hiroshima me Devora”. Apesar de ter rolado em alguns ensaios uma “química” bem legal, o resoluto final foi o de que ele já tinha duas bandas, teria de assumir um posto chave no Hospital Doors, e que no fim, acabaria mesmo é em dívida com os três projetos. A verdade, é que essa observação continha uma grande verdade. Era necessário achar alguém.

Já havia passado Janeiro de 2009, o Hospital Doors andava parado, faltava um vocalista, não aparecia ninguém, foi por esta época que resolvemos convidar o Damien Campos para fazer um teste, tentar tocar conosco. Na época, com um certo ceticismo, ele acabou aceitando, ainda que não ouvisse as influências musicais propostas pela banda. Porém, a verdade é que em um tempo realmente hábil, a coisa tinha dado certo. O Damien possuía um balanceamento e diversificação vocal que era o que precisávamos. E assim a banda se firmou novamente.

*Uma das promos do Hospital Doors, já com Damien Campos. Foto por Hugo Lemes.

Como lembrou a Raíra:

“Depois da entrada do Damien, eu senti que o Hospital se sentia mais seguro no palco, e suas performances estavam cada dia mais maduras, e com a identidade da banda, cada vez mais a flor da pele.”

*Outra das promos com o Damien Campos. Foto por Hugo Lemes

Depois de uma fase “Garagem” novamente retornamos em junho deste mesmo ano com o EP “Static Somke”, que contava com 3 músicas, “Labyrinth”, “Static Smoke” e “Airplanes”. Neste sentido, o novo EP era realmente:

“Uma amostra de um amadurecimento profissional e de idéias, chegando a quase 3500 plays na semana de lançamento no MySpace. Apesar de contar com apenas três musicas, foi com esse trabalho que consolidamos o nosso nome na cena independente de Maringá e região.”

*Capa do EP "STATIC SMOKE".

E foi daí, que a coisa todo virou esse novo grande bolo, só que, desta vez muito doce, diferente do de Campo Mourão. Ali se consolidou a formação que permanece no Hospital Doors até hoje, o pessoal que faz boa parte dos meus finais de semana (já que no meio da semana os afazeres de todo mundo dificultam um contato musical) fazer toda a diferença. É necessário uma semana toda para nos finais de semana ensaiar, e é ai, quando a música dançante rola, no “Cafofo” aqui no fundo da minha casa que tudo fica certo. Que dá pra ser livre de verdade. Como expressou o Michel:

“O Hospital Doors hoje é a minha vida, eu adoro ter idéias novas e compor com a galera, são todos meus irmãos.”

*Hospital Doors tocando no RockIngá...

Partilho literalmente desta idéia. Com o tempo nos tornamos irmão, mais que uma coisa musical. Cada coisinha em seu lugar, cada papel em seu devido contexto. A genial musicalidade do Nenê e suas dicas para a perfeição, o absurdo criacionista de minha idéias musicais, o entendimento e capacidade brilhante do Michel de criar coisas que adoro e ainda transpor para guitarra o que eu penso, os efeitos mirabolantes e fenomenais do Gustavo, e a ajuda, profissionalismo, comprometimento e talento vocal do Damien. Enfim, quando conversamos o que ficou foi um ar de:

“Fico contente em fazer parte de uma ótima banda” (Damien Campos)

*Gustavo Baro bulinando o boneco na sessão de fotos...

“O Hospital Doors, que é pra mim um projeto de vida, como eu sei que para meus amigos da banda também é.” (Gustavo Baro)

*Hospital Doors no Nevilton Convida em Umuarama, noite inesquecível...

O silêncio, característico do Nenê, que tenho certeza de que, partilha da mesma idéia.

Bem, se você chegou até aqui, é porque agora, sabe uma grande parte das nossas vidas. Quando comecei a escrever o ROCK HISTÓRIA, e neste tanto de caracteres que apareceram, me lembrei novamente da imensidão de momentos bons e ruins que passamos juntos, o tanto de amigos que fiz, de pessoas que conheci e que, de certa forma, hoje, não só eu, mais todos da banda, continuamos conhecendo. Acreditamos mesmo que a história do presente, é uma história já de sucesso, que continua sendo escrita, que ainda pode engrossar essa lista, e que ainda, deve ter muitos deslizes, como tudo na vida deve ter.

Então, pra deixar aqui de lembrança, algumas palavras da Raíra:

“Hoje o Hospital segue em rumo aos seus dois anos de banda, fazendo shows, e começando a atravessar as fronteiras do estado do Paraná, dando inicio a quebra de um dogma de muitas de Maringá, que é o de não conseguir sair daqui da cidade, e começando a mostrar para muitos que Hospital Doors pode e já está, a balançar a cena do rock do em Maringá .“ Hospital Doors rock my world”, e realmente chacoalhou, quando menos percebi já estava tão envolvida com a banda e nesse mundo de musica independente, fazendo correrias, levando tropeços, vestindo a camisa do Hospital Doors, chorando e rindo ao lado dessas figurinhas que hoje já ocupam quase todo o espaço do meu coração, e do meu tempo livre. Tempo esse, seja pra se divertir, seja pra ralar pela banda.

O Hospital Doors, é algo tão vivo e tão presente, que sinto como se a banda tivesse criado vida e personalidade próprios, como se o Hospital Doors, não fosse apenas a banda que ensaia na edícula do Marlon, mas sim um grande amigo, que nos proporcionou outros tantos e verdadeiros amigos, e que nos fez ver que com pouco dinheiro e muuuuuito trabalho e dedicação, dá sim pra ser feliz em todos os aspectos, um amigo leal e que podemos ter certeza que sempre nos espantará com uma nova surpresa.”


*Promo 2009. Foto por Bulla Jr.

Um grande agradecimento a todos que ajudaram a construir essa história, vamos em frente.



TEXTO ORIGINAL: Marlon Marcel Fiori, com ajuda de todos, é claro!

Um grande abraço!


Por fim...



AMANHÃ - SEXTA FEIRA (13/11/2009) acontece uma grande festa no PUB FICTION BAR, pra quem não sabe, é a primeira HOSPITAL DOORS No SESSÕES DE SEXTA!

Na primeira versão, além do HOSPITAL DOORS tocando, haverá a presença de dois DJ's convidados, o Flávio Silva (Sonic Flower Club) e o Elvis Costella (T.recs). Com outra coisa legal, você ainda ganha um conhaque grátis na entrada.

Além disso, as 25 primeiras pessoas que comprarem um CD do Hospital Doors ganham mais duas doses, ou seja, a coisa vai esquentar, com muito rock dançante no palco e nas pista...

Não dá pra perder!

BAR ABERTO A PARTIR DAS 23 H
ENTRADA: R$ 8,00

HOSPITAL DOORS - ROCK HISTÓRIA - PARTE 04

HOSPITAL DOORS - ROCK HISTÓRIA - PARTE 04

— “Nossa estréia é dia 03/05 de 2008”

“Você ta louco?”
“Para batera, está muito em cima!”
“Agora fudeu!”

Nunca escondi que às vezes sou meio impulsivo, não me lembro como resolvi que o Hospital Doors deveria estrear, e assim, marquei um show no PUB FICTION BAR, mesmo sabendo que a banda não tinha nenhuma composição própria pronta e que os covers ainda estavam bem meia-boca. Isso explica muito dos “elogios” como seu “louco” ou seu “Filho da P...” que ouvi quando dei a notícia. Para ajudar, o Ronnie não estava conseguindo cantar e levar as linhas de baixo, ou seja, ainda faltava na banda um baixista.

“Calma, ainda tem um mês e meio!”

Acho que minhas palavras de “ajuda” só aumentaram o desespero da galera, a estréia tinha de ser algo legal, que chamasse a atenção e acima de tudo precisávamos de um baixista. Ainda que algumas composições já estavam encaminhadas, não era o suficiente para uma apresentação e foi ai que começou a correria de ensaios e o desespero. Quatro músicas ficaram prontas nesta época, músicas que mais tarde, conformariam o primeiro EP do Hospital, o “Song’s Abouth Nothing”. Entre os covers, giravam Interpol, Kings of Leon, White Stripes, Strokes.

*Cartaz do show de estréia do Hospital Doors

Como baixista resolvemos chamar o Nenê, um ótimo músico, e uma das poucas opções que tínhamos. A idéia no início era de que ele segurasse ao menos este show, já que eu tinha “feito uma merda”. Em dois ensaios o Nenê já tocava todas as músicas. Como afirmou a Raíra Porto:

*Éderson Gusmão, agradecimentos pelo primeiro show e, principalmente, por ter se firmado na banda, nosso atual e grande baixista.

“Depois de um tempo o Nenê foi convidado a participar de um show pra banda, e acabou, muito felizmente, permanecendo na banda. Considero a entrada a do Nenê um marco na trajetória do Hospital, pois foi quando as musicas tomaram mais forma, e a banda começou a assumir e encontrar sua identidade.”


Concordo plenamente com essas palavras. Com ressalvas, a apresentação de estréia foi bem bacana, deveria de ter umas 130 pessoas no PUB. Tocamos apenas oito músicas, foi o que deu para preparar! Aquela é, ainda hoje, uma noite memorável.

*Primeira formação do Hospital Doors - (da esquerda para a direita) - Ronnie Petterson, Michel Gomes, Éderson Gusmão, Gustavo Baro e Marlon Fiori

*Hospital Doors, promo, foto por: Hugo Lemes

*Outra das promos, também por Hugo Lemes.

Uma viajem, um bolo e um fim...

A estréia havia sido animadora, o Além da Teoria estava tocando e coisas caminhavam. Foi ai que, num belo dia, apareceu uma das coisas que mais marcaria as nossas vidas, a YIELD PRODUÇÕES. O anúncio, era de um festival em Campo Mourão, fiquei sabendo não lembro por onde, e dizia:

“O FESTIVAL QUE PASSA PARA 500 MIL PESSOAS ATRAVÉS DA YIELD TV CANAL 20. INFORMAMOS QUE A YIELD TV FARÁ A GRAVAÇÃO, EDIÇÃO E A VEICULAÇÃO DOS MELHORES MOMENTOS DO FESTIVAL E QUE TODAS AS BANDAS PARTICIPANTES RECEBERAM UM DVD DA APRESENTAÇÃO GRAVADO JUNTO A EMISSORA, ALEM DE UMA ENTREVISTA NO LOCAL DO EVENTO.”

Como complemento ainda incluía:

“O festival é dividido em 3 etapas e uma final, cada etapa tem 20 bandas, sendo que 7 passam para grande final.A banda vencedora receberá junto a produção do evento um CD DEMO de 4 músicas, gravado no Yield Estudios ou se preferir o valor em moeda corrente brasileira.”

*O "Fenômeno" Yield Produções.

Não pensamos duas vezes, e rapidamente escrevemos o Hospital Doors e o Além da Teoria. O Nenê, que era pra ser no primeiro show do Hospital, um “Severino”, ou “Quebra Galho”, foi ficando, as coisas andavam bem, os ensaios eram produtivos, as composições legais, e ele se firmou. Assim, nós iríamos com as duas bandas à um grande festival, aliás, ainda tocando fora de Maringá, era um “fenômeno dos Deuses”.

O que você não percebe neste início de banda é que tudo que é muito fácil, tende a ser um desastre. Dentre o regulamento do “BIG MASTER SHOW E DVD” da Yield Produções, constava o seguinte:

“Cada grupo tem até durarem as vagas para efetuar a sua inscrição as primeiras 20 bandas que fizerem a inscrição estará com a vaga garantida para participação do festival...(Além de)... Cada banda receberá uma cota de no mínimo 30 ingressos para serem vendidos entre o público da banda Com o valor facial expresso de R$ 10.00 em moeda corrente brasileira.Lembrando que 50% dos ingressos devem ser pagos a produção ao receberem os mesmos,e os outros 50% no dia do evento.”

Desta forma, com os ânimos à flor da pele, surgiu a idéia mais “brilhante” que já tivemos:

1 BANDA = 30 INGRESSOS (HOSPITAL DOORS)
2 BANDAS = 60 INGRESSOS (ALÉM DA TEORIA)
1 INGRESSO = R$ 10,00
60 INGRESSOS = R$ 600,00

Não poderia ser tão difícil vender aquilo, e para nosso delírio, ainda foram as duas bandas “classificadas”. Agora, era arrumar uma forma de vender tudo isso, colocar os pés na estrada, gravar um DVD, ser divulgado para 500 mil pessoas e “rumar ao estrelato”! Contudo, havia um problema. Como vender ingressos para um evento em Campo Mourão e onde ninguém conhecia as bandas que se apresentariam? Até que alguém da banda sugeriu:

“Loca um ônibus, nós vendemos o ingresso e ainda damos o transporte”
“Genial!”

Aquilo foi um BOOM, nós resolvíamos tudo. Locaríamos um ônibus, era provável que até locássemos mais uma Van para acomodar todo mundo, venderíamos os ingressos. Então eu e o Michel fomos atrás de um tal ônibus para a empreitada. Não me lembro direito dos custos, mais com cerca de 600,00 reais locamos um ônibus de primeira, com 42 lugares. Era o que precisávamos.

Moral da história:

DÍVIDA INICIAL: R$ 600,00 +
R$ 600,00 =
DÍVIDA FINAL: R$ 1.200,00

No fim das contas, na véspera do dia do festival tínhamos vendido uns 18 lugares apenas. A idéia de locar mais uma Van, sem dúvida não poderia rolar. Lembro-me que divulgamos a “excursão” na Internet. Em uma comunidade do ORKUT, que deixamos o anúncio, com os preços e a praticamente dantesca lista das bandas a se apresentar um camarada escreveu o seguinte comentário:

“Nossa, o festival vai ser bem Underground mesmo!”

Tiramos uma grana violenta do bolso para cobrir os gastos, até o caixa do Hospital Doors que tinha uma graninha para gravações saiu vazio. Chegando lá, em Campo Mourão, a coisa era uma desorganização só, não tinha palco, o lugar era trash, o público que foi, mais trash ainda. Sem o dinheiro para cobrir os ingressos, o Além da Teoria nem chegou a tocar, com tantas bandas sujas, o comentário que ficou sub-entendido no nosso inconsciente foi o de que: Foi melhor mesmo, nós seríamos apedrejados.

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Ronnie Petterson, Marlon Fiori)

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Gustavo Baro)

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Michel Gomes e Gustavo Baro)

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Éderson Gusmão)

O “Mago” (Gabriel Matsuo, baixista do Além), que já estava desanimado com a banda e nós mais desanimados com ele ainda, acabou vendo que aquilo era mesmo o fim da linha para ele. Ele ainda reclamou da performance dos outros baixistas que se apresentaram no evento com um memorável:

“Coloca todos esses merdas ai pra duelar comigo. Quero ver se eles agüentam!”

O Hospital Doors ainda acabou tocando. Esse foi um verdadeiro Bolo. Se apresentar em lugar porcaria, perder uns 700,00 reais do seu bolso, tocando em Campo Mourão. O memorável festival da Yield Produções.

Quando voltamos, não demorou e o “Mago” saiu do Além da Teoria. Por outras palavras, e não pela ausência de seu talento, aquilo significou, tempos depois o fim do Além da Teoria, enquanto o Hospital continuava caminhando. Vários meses depois recebi em minha casa uma carta. Era o tão “esperado”, “máster”, “hiper”, “bori-bori bruts” DVD da apresentação em Campo Mourão da Yield Produções. Uma gravação mal feita, num lugar ruim, de som pior ainda e praticamente realizado com uma câmera digital de qualidade duvidosa, onde havíamos gasto muito dinheiro.

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Ronnie Petterson)

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Gustavo Baro)

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Michel Gomes)

*Hospital Doors - Yield Produções - Campo Mourão. (Éderson Gusmão)

Continua no próximo episódio...

TEXTO: Marlon Fiori

HOSPITAL DOORS - ROCK HISTÓRIA - PARTE 03

HOSPITAL DOORS - ROCK HISTÓRIA - PARTE 03

Antibióticos

Uma coisa que nunca escondi é que muita coisa que o Além da Teoria produzia eu achava uma chatice. Porém, num dia isso começaria a mudar. Era começo de 2008. Em um dos ensaios do Além da Teoria na minha casa o Gustavo Baro apareceu, enquanto nós precisávamos de uma letra para uma música. O Gustavo ouviu aquilo, chegou na porta do meu quarto enquanto ensaiávamos e disse:

“Pega uma bula de remédio e começa a cantar o que está escrito, foda-se!”

Nós demos risada com aquilo lá, e enquanto a galera havia achado apenas engraçado, aquilo tinha ficado na minha cabeça. Foi ai que num domingo, enquanto tomávamos raspadinha de menta com conhaque, nasceu a idéia de montar a tal da banda pra fazer algo descontraído, falar umas asneiras.

“Uma banda cuja a intenção era nenhuma, onde todos queriam dizer nada, e totalmente alcoólatra e inconseqüente.” (Gustavo Baro)

“O Antibióticos era uma grande brincadeira, eu gostava.” (Michel Gomes)


O Gustavo e o Michel tocariam guitarra, eu ficaria com as baquetas. Resolvemos que o Anacreone deveria cantar (isso mesmo, o “Fiio”, nosso amigo da feira do meio ambiente), porém faltava um baixista e quem sabe mais um integrante. Nascia oficialmente o ANTIBIÓTICOS.

*Antibióticos - Gustavo Baro e Michel Gomes


*Um dos primeiros ensaios do Antibióticos, (da esquerda para a direita), Gustavo Baro, Michel Gomes, Anacreone Souza e Marlon Fiori

De início, nós não achávamos um baixista e na verdade, nunca achamos. A passagem do Anacreone pelo Antibióticos foi bem rápida, ele não conseguia cantar, nunca havia cantado e não tinha nenhuma vocação para a coisa. Algum tempo depois ele tentou assumir o contra-baixo, contudo, ele não tocava e de início achamos aquilo ótimo, a idéia em si era simplista, mas com o tempo, ele acabou saindo. O Gustavo no fim assumiu o vocal.
Foi ai que apareceram o Wellington, o vulgo “Gogó”, “Ariston”, “Vadico”, ou seja lá o que queira chamar, além é claro, do Robson, ou também, o chamado “Borga”, o “Borguetinho”, o “Falido”.

*Primórdios do Antibióticos

*Marlon Fiori e Robson, o vulgo "Borga" ou o "Falido"

*Uma das mirabolantes promos do Antibióticos, fotos na laje...

O Borga tocava teclado, curtia Kiss, já era amigo do pessoal. Foi num bar enquanto bebíamos que falamos da banda para ele, ele achou a idéia tão ridícula e ruim que resolveu entrar.
Já o Gogó, como baixista, “era um cara bacana”, como dizia o Caio. Ele sabia dar três notas, era amigo meu da faculdade de História, conhecia-o há pouco tempo, mas, ainda sim, era o que nós precisávamos, músicas simples, naturais, canções como “Open the Door”, “Jonh Lennon não Morreu”, “Dilema”, “Diclofenaco de Potássio”.

JOHN LENNON NÃO MORREU (letra)

Fumante passivo, Muita fumaça dentro,
Coca-Cola light,
Coca-Cola diet,

Um drops de morango.

John Lennon não morreu,
John Lennon não morreu,
John Lennon não morreu,

Mataram ele.


Fumante ativo,
Muita fumaça dentro,

Uma Pepsi light, uma Pepsi twist,

Um frigélis de melão.

John Lennon não morreu,

John Lennon não morreu,

John Lennon não morreu,

Mataram ele.


John Lennon não morreu,

John Lennon não morreu,
John Lennon não morreu,

Mataram ele.

(Marlon Fiori e Gustavo Baro)


Nas palavras do Wellington, o que o lhe havia chamado a atenção era que:

“Disse que estava montando uma banda com uma temática completamente diferente do que existia na cidade: letras sarcásticas, musicalidade simples e muita presença de palco... fui em um domingo para o primeiro ensaio em sua casa, pegando ônibus com o baixo em uma bag de violão que não conseguia cobrir todo o baixo, para ver o nível da tosquice. No ensaio conheci o Michel, o Borga e o Gustavo, que perceberam de cara que eu não tocava nada. Aparentemente isso não foi um impedimento, pois ainda continuei na banda, pois o Michel me passava as linhas do baixo nas músicas.”

*Essa singela figura ai em cima, na foto, é o Wellington, o conhecido "Gogó", o "Ariston" ou ainda, o "Vadico"...

O Antibióticos chegou a gravar duas músicas, nas palavras do Gogó, o cara do estúdio nos elogiou dizendo “que já ouviu coisas piores, mas era bem ruim mesmo”. Na gravação, inclusive, o Gogó nem chegou a gravar, “pois estava errando em todos os takes”, e o dono do estúdio gravou para ele. O Antibióticos nunca se apresentou, na verdade enquanto o Além da Teoria ainda tocava, este acabou sendo o verdadeiro embrião para o Hospital Doors:

“Do Antibioticos surgiu o Hospital Doors.” (Gustavo Baro)

Tempos depois descobri até mesmo que já existia uma banda de Punk Rock na Argentina com este mesmo nome, além de ter um Myspace formado.

O “Mago”!

Algum tempo depois o Daniel saiu do Além da Teoria, os compromissos com sua banda de baile, o Acqua, não nos permitia fazer shows aos finais de semana, e assim ficava difícil tocar. Por esta época nós ensaiávamos no Estúdio VOX, do Murilo, foi em uma desta vezes que apareceu o “mago”, Gabriel Matsudo. Ele nos foi apresentado pelo próprio Murilo, já que estávamos a procura de um baixista.
Nas palavras de Michel, o Gabriel era:

“Músico de conservatório, mais conservador impossível.”

Fizemos um show com o Gabriel, o que inclui uma história posterior, do fenomenal festival da Yield Produções. Até hoje não entendo como ele pode errar o “Seven Nation Arms”, mais tudo bem isso é outra história...

* O "Mago", Gabriel Matsudo.

Ostracismo, Editors, seriedade...

Os prelúdios de 2008 não havia sido dos melhores, o Gustavo não tocava mais com o Arcano, o Perfect Dream tinha praticamente acabado. O Além da Teoria andava bem mal das pernas, e o Antibióticos não era o suficiente, foi ai que conheci Editors.

Era uma pasta que havia copiado de um dos sets que o Flávio da Sonic Flower, havia feito para discotecar numa festa. O Flávio já era um conhecido antigo nosso, amigo dos irmãos do Gustavo de tempos, que me enchia o saco quando eu era menor, e dizia que tinha medo das coisas que nós ouvíamos quando metaleiros. A pasta, era uma seleção de várias bandas, comecei a ouvir uma por uma, até que numa dessas começou a tocar “Munich”, do Editors.




Parei o que estava fazendo, pois achei aquilo realmente bom. Por esta época eu já escutava muito Radiohead, Arcade Fire, Morrissey, Interpol, Strokes, um pouco de Franz Ferdinand. Foi ai que, pela primeira vez, me deu vontade de fazer um som daquele tipo. Na mesma hora comecei a escutar várias das músicas do Editors no Youtube. Eu descobria a banda que praticamente mudaria “minha vida musical.”

Você conhece Pulp ou The Organ?

Era início de março de 2008, já havia comentado com o Gustavo a idéia de fazer um som nesta linha alternativa com o Antibióticos, já que, ele estava ouvindo várias bandas desta linha também e banda andava meio parada. Desta forma, num dia destes havia ido tomar café na casa do Ronnie Petterson. Começamos a discorrer idéias sobre o cada um andava ouvindo e foi ai que ele me falou de Pulp e do The Organ, além de, várias bandas que achamos em afinidade naquela época. Foi naquele dia que realmente nasceu a idéia de montar o que se tornou o Hospital Doors.

Agora, o Ronnie cantaria e tocaria baixo, o Gustavo seguraria a guitarra, junto com o Michel, eu ficaria com as baquetas e o Borga, com os teclados. Era uma formação bacana.
De uma forma prática, o que nós estávamos fazendo, era uma coisa simples. Nós queríamos transformar a formação do Antibióticos numa banda de rock alternativo dançante. Da simplicidade e baderna a uma coisa que nem entendíamos tanto. Quando a proposta mudou, foram uns três ensaios e o Borga disse que “aquilo não era pra ele”, e que simplesmente não gostava do novo estilo de som, acho que, moderninho demais para seus padrões. Começamos a ensaiar.

Smokers Outside the HOSPITAL DOORS...

Quando a proposta mudou de verdade, ou seja, o Antibióticos não mais existia, era necessário um nome para a nova banda. A idéia era desde de o início montar alguma coisa que fosse essencialmente autoral, misturar as influências novas, além de, é claro, o grupo todo começar nesta época a ouvir Editors e dezenas de bandas afins. Começamos a compor paralelamente à execução de alguns covers. Contudo, precisávamos de um nome. Daí começaram a sair as mais diversas especulações.

Entre os nomes que surgiram vieram o “Drinks and Cigarettes”, o “SuperMarket”, o “Outdoors” e vários outros. Dentre estes, nunca chegamos a um consenso. Seria em uma conversa e no meio de cervejas que surgiu a idéia de:

“Que tal THE HOSPITAL DOORS?”
“Porra! Legal, por mim ficamos com este.”

No meu consenso com o Gustavo, faltava agora, a aprovação do Michel e do Ronnie. E foi ai que o Michel sugeriu o “E se fosse só Hospital Doors, sem The?”. Problemas resolvidos, este seria agora o nome. Na verdade, a idéia era quase que como um preito à segunda música que ouvi da banda que me influenciou a querer formar uma banda deste gênero. A música Smokers Outside the Hospital Doors do Editors.

*Primeira logo do Hospital Doors

Continua no próximo episódio...


PS: Problemas com as datas da Câmera novamente...

TEXTO: Marlon Fiori