Sonhos e Tabacaria de Pessoa


"Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro."

Fernando Pessoa(Tabacaria).

Sempre que pude comprava cigarros na tabacaria no fim da Grande Rodoviária, pra falar a verdade, isso não tem nenhuma importância.São várias caixinhas de várias cores e tamanhos(...) Café e cereja e canela e todas as frangâncias que o mundo pode oferecer, juntas e fantasticamente tragáveis. Não tenho dúvidas que isso é só mais um fato barato e simples de quando eu via os ônibus partindo pelas vidraças da tabacaria. A tabacaria da Rodóvia Grande também é coisa real por fora, o problema é que se esqueceram da segunda parte. Muitas vezes me pego perplexo como quem pensou e achou e esqueceu, então eu atravesso a rua e procuro a sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro, e as coisas ficam simples.

Marlon Fiori.

DISCO É CULTURA.


Sábado passado o Ronnie, vocalista do Hospital Doors, me deu um vinil do Led Zeppelin de presente. Eu fiquei muito feliz com o presente, mas confesso que já fazia um tempo que não usava meu toca discos. Então quando cheguei em casa fui testar o aparelho e coloquei o Led Zeppelin pra rodar. Pra minha surpresa quando “Good Times Bad Times” começou, eu simplesmente sentei na cama e fiquei ouvindo aquele som cheio de ruídos e estalos. Ouvi a primeira musica inteira, sentado. Daí a segunda e a terceira e quando vi, já era hora de virar o vinil.

Achei que não ia conseguir escutar, tinha esquecido como é legal esse jeito antigo de ouvir musica. Não é nada pratico eu sei, afinal imagina você transformando sua casa em um sebo, cheio de vinil. Bem mais fácil às musicas no seu computador que não ocupam espaço físico, não juntam poeira e podem ser carregadas pra qualquer lugar.

Só que sábado passado eu lembrei que o vinil tem seu charme, tem sua “magia”. Então fica aqui minha dica pra quem ainda tem toca discos em casa e não usa:

- Coloquem esse plástico preto de 45 rotações para funcionar de vez em quando, é muito bom.



Abraços


Michel Gomes.

Grandes Movimentos e Passos Largos!!!


Grandes movimentos e passos largos...Bem, o EP virtual da banda (Songs About Nothing) está rodando no "mundo net" a quatro dias, até agora a resposta realmente está sendo maior do que a banda esperava, quanto a isso, ótimo. Com repertório reformado, a idéia agora realmente é colocar a banda pra rodar...Então agradecemos a todos. A banda em si jamais poderia produzir grandes movimentos sozinha...realmente isso tem de vir com público, e assim nós agradecemos por começar a dar grandes passos com bastante êxito .Então fica o recado a quem ainda não ouviu. Pode dar o play nos sites:

www.myspace.com/hospitaldoors
www.purevolume.com/hospitaldoors

Ainda se der tempo passa no fotolog da banda

www.fotolog.com/hospital_d

A vontade e não prescisa tirar os sapatos...Garnde Abraço!!!

Hospital Doors (...)

Hospital Doors lança EP virtual "Songs About Nothing"


"Acordes, Baquetas, Palhetas, Cabos, Efeitos, Pedais, Bumbos, Pratos..." É com muita alegria e imenso prazer que o Hospital Doors anuncia o lançamento do primeiro EP da banda. Foi juntando ingredientes citados logo acima, com muito humor, amizade, momentos bons e ruins que a banda tira do forno "SONGS ABOUT NOTHING", o EP virtual da banda e que em pouco tempo ganhará a versão em CD. Com os efeitos de brilho nas guitarras, os baixos e bateria dançantes e o mesmo vocal marcante, o "mini àlbum virtual" contará com quatro músicas de trabalho: "Steady Feet"; "Decadance"; "I Don't Know" e "MakeUP". Enfim, é para dar o play, entrar e não prscisa tirar os sapatos. O lançamento será dia 20.09.2008 e as músicas estarão disponíveis nos sites da banda: www.myspace.com/hospitaldoors e www.purevolume.com/hospitaldoors e ainda vale a pena dar uma conferia no Fotolog da banda: www.fotolog.com/hospital_d ...

Abraço a Todos

Marlon Fiori ...Michel Gomes

Cigarros e o Quebra-cabeça Máquina!




*Bom Como a idéia do Blog é divulgar além dos eventos da banda, alguns de nossos escritos deixo aqui hoje mais um, já que a divulgação do Sabonetes + Hospital (18/10) terá um post especial, mais isso é segredo.

Não consegui entender muito bem, mais deveria de ser meus paradigmas. Tudo um lugar fechado, não se pode mais fumar em locais fechados. Era como se eu apenas fumasse. Faixas de pedestres lotadas, sem nenhuma surpresa, ponteiros de tic-tac e tudo dominando tudo. Enquanto conversavam abertamente no bar, eu pensava freneticamente numa forma de fugir. De uns tempos pra cá, tudo o que faço procura ser escapatória. Deveriam de ser os paradigmas. O problema aumentou quando as engrenagens ganharam em dinâmica, força e trabalho. Faixas de pedestres lotadas, como antes não era nenhuma surpresa, tic-tac e tic-tac, ponteiros e dominando tudo. Eram os paradigmas que aos poucos infiltravam por toda casa, todas as imagens, se encostando por todos os cantos e dominavam tudo? Ou mesmo a idéia da frenética procura da porta, janela, a idéia maciça e crua, de escapatória era o paradigma? Logo quando amanheceu, e no dia seguinte, as engrenagens continuavam girando, um ciclo perfeito, de máquinas absurdas, que funcionam e apenas funcionam sem se explicar. Conseqüentemente as faixas de pedestres estavam lotadas, nenhuma surpresa. Como pequenos frascos de veneno, os focos de escapatória evaporavam, rua aqui, hora ali, conforme eu dançava em meio à cidade vestido de palhaço. Não se pode mais fumar em meio à cidade. Meus paradigmas iam contra meus paradigmas. As engrenagens funcionavam tão bem que passava a dormir mal. As minhas olheiras deixavam dúvidas sobre meus dilemas morais. Estas conclusões deveriam de ser paradigmas, eles aumentavam como um imenso quebra-cabeça máquina. Quebra-cabeça Máquina, isso, esse era a partir de hoje seu nome. Cada pedaço do que vivia se tornou uma peça somada a outra e outra e outra do Quebra-cabeça Máquina. Eram os paradigmas e a vida que acabava se passando...Faixas de pedestres lotadas, máquinas, paradigmas, mais eu chegaria a fumar em todos os locais fechados.


Marlon Fiori.

Coringa e Medidas Concretas e Profilaxia.




As pessoas mais interessantes que conheci a principio eram ridículas como eu. Profilaxia, só pode ser isto. Não é como um coringa num baralho de cartas pequenas. É fechar, correr e correr e ter de defender-se de tudo. Cabelo, o vestido, sapatos, maquiagem, a cor que não gostei. O problema veio depois. Quando acabou o longo sono tudo era profilaxia, as coisas não mais se misturavam, as tonalidades divergiam, os pontos eram discordantes e estava errado. Eu gosto de coisas dissonantes porque minha personalidade tende naturalmente a ser contraria ou repelir. Porém, quando minha retaguarda foi à causa da vitória inimiga, resolvi que era hora de talvez corrigir. Como quadros tortos que não serviam a parede, as medidas profiláticas estavam acabando com tudo. Não tenho dúvidas que Salvador Dalí era um grande artista, contudo nem sempre fácil de se entender. As pessoas mais interessantes que conheci divergiam da LINHA RECTA de Fernando Pessoa, haviam tomado porrada em tudo. Era assim. Se a profilaxia veio antes ou depois, não sei. Mais a princípio as coisas interessantes que conheci são ridículas como eu. Talvez seja isso, profilaxia, talvez. Medidas concretas que chamam a atenção, não coringas que revolucionaram o baralho. Talvez a profilaxia tenha nos inibido de ser coringas.

Marlon Fiori.